
Amanda Gonçalves revela o conto eufônico “Noite Morta” por meio de um vídeo com letra hipnótica
A artista folk encanta com a revelação de sua mais recente obra lírica, “Noite Morta”, encapsulada em um vídeo com letra visualmente deslumbrante e emocionalmente evocativo. “Noite Morta” é retirada do EP “Sacro”, lançado pela Wormholedeath.
Assista ao Lyric Video de “Noite Morta”:
[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=D1VmtB2CgJc&w=480&h=360]
"Noite Morta" foi composta numa noite fria, durante o inverno de 2013, em Évora, sul de Portugal. Sua letra foi escrita exatamente em frente ao Templo Romano, num complexo histórico que inclui também a Sé Catedral e o Palácio da Inquisição. A solidão da noite inicial me presenteou com essa música, que naquele dia, nem pretendia virar música ainda. Algum tempo depois saiu a melodia, posso dizer que foi através dela que me atrevi a compor.
“Noite Morta” leva-me a este cenário, mas também a outras paisagens que me abre e me permite. Estou entrando. “Noite Morta” toca o frio, a solidão, a crueza e a robustez da vida, ao mesmo tempo que nos abre para um mistério, algo que está sempre em suspensão, e que nos transporta para algum lugar onde nos sentimos extremamente sós e ao mesmo tempo conectado. Com tudo. É aquele lugar de solidão onde gostamos de estar, onde pelo menos por um momento agradecemos e percebemos que fazemos parte de algo que está além.
“Noite Morta” é também uma profecia de morte, de alguém que vem nos procurar, a ironia que imaginamos que esta grande entidade teria ao nos convidar a partir. "Noite Morta" é sombria, irônica, deserta, sinistra, gelada, densa, etérea, desafiadora e pacífica como um último suspiro deveria ser.
“Noite Morta” fala da nossa morte. Uma entrega, onde nos deixamos levar e fazer parte de algo muito maior. O pico, que nos faz sentir extremamente conectados com a vida.
A expressão artística de Amanda transcende as fronteiras convencionais, ao convidar o seu público a embarcar numa viagem multissensorial através do som e da performance de palco, transportando-os para reinos além da estrutura comum do espaço e do tempo.
